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Poema
 

 


A esposa compreensiva beija e abraça,
Despede-se dos filhos se os tiver.
No interior da mala a vista passa,
E parte para um lugar qualquer.

Vai o propagandista com cuidado,
Sujeito aos contra-tempos naturais.
Do trânsito feroz desordenado,
E aos riscos nas estradas desiguais.

Pasta na mão, visita os consultórios.
Dos vários serviçais da medicina.
Divulga o fruto dos laboratórios,
O fármaco que os males extermina.

Pasta na mão, cansado e ofegante,
Procura até farmácias e hospitais.
O seu dever exige a cada instante,
Que ele produza mais e sempre mais.

A lida terminou e satisfeito,
Vai o propagandista descansar.
Após curto repouso já refeito,
Prepara a mala e volta para o lar.

Voltou ao seio da tranqüilidade,
Chegou ileso de um lugar qualquer.
Abraça e beija a esposa com saudade,
Abraça e beija os filhos se os tiver.

Autor: Desconhecido