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O
poder da ambição
Dinheiro,
status, sucesso e qualidade de vida estão ao alcance
de sua mão.
Descubra o que você quer e vá à luta.
Por José Eduardo Costa e Marcia Rocha
Pergunte ao capixaba Marcus Buaiz, de 28 anos, se ele é ambicioso. Além de um entusiasmado
"claro!", você vai ouvi-lo falar sobre o que
pretende em sua carreira: ter muito dinheiro e sucesso
como empresário da área de entretenimento. Precisar,
ele não precisa. Herdeiro de uma família com patrimônio
estimado em meio bilhão de reais, Marcus estava com
a vida ganha e poderia tocar um dos negócios que os Buaiz têm em Vitória, no Espírito
Santo. Acontece que ele não deseja viver à sombra do
pai. E sabe que, para isso, não basta só querer, vai
ter de trabalhar duro também.
Esse estado permanente de angústia,
de desejo ainda não realizado, que Marcus sente faz
parte do jogo. Ambição é mais ou menos como estresse:
todo mundo precisa de uma dose para continuar firme
no caminho que escolheu. "Se for demais, vira veneno.
Na quantidade certa, faz bem", diz Jair Pianucci,
diretor de recursos humanos da HP Brasil. Assim como
a adrenalina, o hormônio produzido pelo estresse, deixa
o corpo e a mente prontos para
enfrentar qualquer desafio, a ambição também mexe com
o metabolismo quando você pensa positivamente no objeto
de desejo. Ela estimula a liberação de serotonina, neurotransmissor ligado
à sensação de prazer e bem-estar. "A ambição mantém
a energia necessária para que a pessoa toque seus projetos",
diz o consultor Eugênio Mussak, da Sapiens Sapiens,
em São Paulo. Por
isso, perde tempo quem insiste em
pensar que ambição tem a ver com pagar qualquer preço,
inclusive prejudicar os outros, para ter o que se quer.
Isso não é ambição -- é falta de ética.
INGREDIENTE DE LIDERANÇA
Ser aceito em um grupo e se destacar
nele não são apenas características humanas. Entre os
animais ditos superiores (caso dos lobos e dos primatas),
alguns machos, chamados alfa, são naturalmente mais
hábeis na caça e na liderança do que outros. Eles também
vivem mais e têm mais descendentes do que o resto do
grupo. É por isso que os antropólogos consideram a ambição
um produto evolucionário. Sempre há os que buscam melhorar
continuamente, enquanto outros aceitam o que a vida
reservou para eles. No mundo corporativo não é diferente.
A ambição é um valor que garante a empregabilidade. O curitibano Artur Grynbaun,
de 36 anos, costuma perguntar para os executivos que
entrevista se eles são ambiciosos. "Quando alguém
diz que não, está mentindo ou não serve para trabalhar
comigo", diz ele, que é vice-presidente de O Boticário
e está sendo preparado para assumir a empresa (leia
quadro Eu Quero Liderar).
O psicólogo americano Robert T. Hogan, um expert em avaliação de
personalidade ligada à carreira, criou um teste, o Inventário Hogan de Personalidade (IHP), que, entre outras características,
mede a ambição. "Na avaliação de líderes ou de
candidatos para o cargo, espera-se um resultado, em
uma escala de zero a cem, igual ou maior a 65",
diz o consultor Roberto Santos, da
Ateliê RH,
em
São Paulo
, que representa com exclusividade
no Brasil os testes da Hogan Assessment Systems.
A conclusão é consistente, pois o IHP já foi aplicado
e validado em mais de 500 000 profissionais no mundo.
Isso não quer dizer, no entanto, que um profissional
que tenha 45 na escala da ambição
não possa ser um líder. É que existem outros fatores,
avaliados pelo mesmo instrumento, como prudência, capacidade
de ajustamento e sensibilidade interpessoal, que ajudam a incrementar a capacidade de comando.
"Acontece que esse profissional vai ter mais dificuldade
para chegar a um cargo de liderança do que aquele que,
digamos, nasceu para isso", diz Roberto. Outro
teste usado pelas empresas -- o Thomas-Killman (TKI) -- analisa como as pessoas resolvem conflitos.
Para isso, leva em conta a assertividade, que é a tendência
de fazer valer as próprias opiniões, e a cooperatividade,
que está relacionada com quanto às idéias alheias são
consideradas. Os ambiciosos costumam ser mais assertivos,
mas também transitam melhor entre os vários estilos
de resolver conflitos. "Eles sabem quando é melhor
fazer concessões, mas, se a situação exige, não pensam
duas vezes para impor seu ponto de vista", diz
Paulo Vieira Campos, gerente da área de desenvolvimento
da RightSaadFellipelli,
em
São Paulo. O
Facet 5, teste que também faz um
mapeamento da personalidade, indica os cinco principais mobilizadores das pessoas: determinação, energia, afetividade,
controle e emocionalidade.
"Nesse contexto, dá para dizer, por exemplo, que
a ambição por liderança tem a ver com determinação alta",
diz Maíra Habimorad, da DM Consultoria de Recursos Humanos,
em São Paulo. Na
mesma
linha de raciocínio, muita afetividade geralmente indica
profissionais que ambicionam melhorar a vida das pessoas
a seu redor, o que também pode ser feito dentro de uma
empresa.
CADA UM COM A SUA
Todo mundo tem ambição, está no DNA.
O que varia é o grau dela. Por isso, é difícil para
um acomodado sair da inércia. É mais ou menos como a
liderança. "Quem já nasceu para ser líder sempre
está um passo à frente de quem tenta se preparar para
isso", diz o consultor Eugênio Mussak.
Outro ponto que é preciso considerar: muitas vezes,
a pessoa deseja coisas que não têm nada a ver com ela.
É como pegar carona no sonho dos outros. Por isso, saber
o que faz o seu olho brilhar é fundamental para focar
sua ambição. Senão, mesmo que você tenha a energia necessária
para concretizar seus sonhos, vai dissipá-la em projetos
que não sairão como o planejado. O executivo paulistano
Sérgio Domanico, de 35 anos, por exemplo, é inquieto e ambicioso,
mas, de uns tempos para cá, tem usado o desejo por qualidade
de vida para pautar sua vida profissional. "Minha
família tem de estar feliz também", diz ele. Sérgio
faz parte de uma nova geração de profissionais que acredita
que a vida pessoal não precisa ser sacrificada em nome
da carreira (leia quadro Eu Quero Qualidade de Vida).
Um estudo global feito no ano passado pela consultoria
americana de comunicação corporativa Burson-Marsteller em parceria com a revista inglesa The Economist revelou que a falta de equilíbrio entre trabalho
e vida pessoal é o principal motivo alegado por 64%
dos quase 700 entrevistados para rejeitar a cadeira
de presidente.
A Korn/Ferry International, uma das maiores
empresas de seleção de executivos no mundo, tem um levantamento
feito em vários países para definir o perfil ideal de
presidente de empresa. Dos 250 000 executivos avaliados,
apenas 20% se encaixam nessa categoria; 60% estão na
média e os 20% restantes são carta fora do baralho.
A maioria precisa encharcar a camisa para manter a liderança.
Quer dizer: tem muita gente sofrendo mais do que o necessário
no trabalho. O estudo da Burson mostrou também que, se pudessem escolher, 54% dos homens
de negócios mais influentes do mundo não aceitariam
o posto de primeiro-executivo.
Então, antes de sair correndo para concretizar seus
planos, veja se eles atendem realmente a seus anseios.
"Imagine como seria se todos os que trabalham em
uma empresa quisessem o lugar do presidente?",
diz Luiz Edmundo Prestes Rosa, diretor de RH corporativo
do grupo Accor. Felizmente,
tem gosto para tudo. O levantamento da Korn/Ferry inclui um mapeamento das principais motivações profissionais:
* Linear ou competitiva
Profissionais assim desejam uma progressão
vertical, em termos de cargo, na carreira. "Eles
querem conquistar poder e posição dentro da hierarquia",
diz Jairo Okrit, sócio da Korn/Ferry. Os presidentes geralmente têm esse traço acentuado;
* Expert
Esses são profissionais que querem ser
referência na área em que atuam independentemente do
cargo que ocupam. "Os experts são consultados pelo topo da empresa para assuntos que
só eles dominam", diz Jairo;
* Aprendizado
Esse é aquele que começa no departamento
de finanças, vai atuar em marketing e depois passa para
a área de distribuição. O crescimento profissional é
uma espiral. Por conhecer profundamente o negócio, muitos
executivos desse tipo podem ser o
presidente da empresa;
* Empreendedora
Nesse caso, a motivação está em fazer
coisas diferentes que, de preferência, não têm nada
a ver umas com as outras. Essas pessoas gostam de iniciar
novas empreitadas.
Além de saber suas motivações, você
precisa se lembrar também de que a ambição muda com
a idade e o momento profissional. A fase de consolidação
na carreira vai dos 20 aos 30 anos, mais ou menos. Nesse
período, a preocupação maior é em desenvolver mais competências,
ocupar mais cargos e fazer mais cursos. "Não que
isso seja ruim. O problema é que, nessa etapa, as pessoas
geralmente escolhem vários caminhos, pensando que vão
dar conta de tudo", diz Jair Pianucci, da HP. Nessa fase, segundo ele, é difícil fazer
opções e ficar tranqüilo com elas. "Existe uma
angústia muito grande com o que está sendo deixado para
trás", diz Jair. Depois dos 40 anos, as coisas
começam a mudar de figura. "O profissional se torna
mais espiritualizado e preocupado com o impacto de seu
trabalho na vida dos outros", diz Adriana Fellipelli, da RightSaadFellipelli.
Nessa fase, a postura costuma ser mais altruísta.
COM OS DOIS PÉS NA ÉTICA
Muitas companhias adotam o sistema de
remuneração variável para estimular a ambição de seus
funcionários. Com sede
em São José
dos Pinhais, no
Paraná, a América Latina Logística (ALL) é um exemplo
desse modelo de gestão. Olhando para o nível gerencial,
cuja média de idade é de 33 anos, a maioria dos profissionais
é capaz de comprar, depois de dois anos de trabalho,
um apartamento de dois quartos num bairro de classe
média alta de Curitiba graças aos bônus. "Ter ambição
não é errado. É preciso pensar grande", diz Pedro
Roberto Almeida, diretor de relações corporativas da
ALL. Os mais ambiciosos são pinçados já no processo
de seleção por meio de perguntas como:
"Qual seu maior sonho de consumo?"
"Qual seu patrimônio hoje e o que
você pretende ter daqui a cinco anos?"
"Qual seu objetivo de vida hoje
e onde você quer estar daqui a dez anos?"
Consegue um emprego na ALL quem tem
convicções muito arraigadas sobre essas três questões.
"As pessoas dizem que querem crescer na carreira;
que querem novos desafios. Com o tempo, perdem a motivação
se, a cada obstáculo superado, não houver uma contrapartida
em dinheiro", diz Pedro. "Não tenho dúvida
de que pagar bem é a melhor forma de aguçar a ambição",
completa.
O problema é quando a ambição dá lugar
à ganância. "Nas fraudes financeiras que vemos
na televisão e nos jornais, o infrator é sempre um ganancioso",
diz Mário Sérgio Cortella, filósofo e consultor paulistano. Mário Sérgio diz
que não é fácil perceber quando a ambição se transforma
em sede por mais e mais status e dinheiro. Uma boa dica,
segundo ele, é ficar sempre atento para sua maneira de trabalhar. "Um profissional
ambicioso faz o conjunto crescer. O ganancioso restringe
a evolução dos demais, pois quer tudo para si",
diz. Para evitar problemas assim,
muitas empresas se preocupam em colocar limites
na ambição de seus funcionários -- principalmente depois
dos escândalos financeiros da MCI, Xerox, Tyco e Enron.
Recentemente, a Companhia Vale do Rio Doce, do setor
de mineração, e a Kraft, multinacional americana de
alimentos, fizeram uma análise detalhada do perfil de
todos os seus colaboradores. A idéia é evitar que, no
futuro, esses profissionais saiam da linha porque o
poder lhes subiu à cabeça. No grupo Accor,
a preocupação com o comportamento dos funcionários é medido já no programa de trainees.
"Se percebemos que há algum desvio de conduta,
não contratamos o candidato", diz Luiz Edmundo.
Para ele, algumas pessoas têm a ambição empobrecida.
"Não se deve almejar uma posição apenas. É importante
desenvolver as competências para alcançá-la. Senão,
você não se sustenta", diz.
EU QUERO DINHEIRO
Marcus Buaiz,
28 anos, empresário capixaba: sair da sombra do pai
e montar um império como o da Disney.
O capixaba Marcus Buaiz,
de 28 anos, vem de uma das famílias mais tradicionais
do Espírito Santo e tinha tudo para ser um "filhinho
de papai". Aos 16 anos, foi trabalhar em uma das
empresas dos Buaiz, que tem
negócios no setor de alimentação e de comunicação, e
percebeu que teria pouco espaço para emplacar suas idéias.
Além disso, sonhava ganhar muito dinheiro como empresário
da área de entretenimento. Marcus é administrador de
empresas com pós-graduação
em
marketing. Em
1998, mudou-se para o
Rio de Janeiro. No começo, ganhava um dinheirinho fazendo
projetos para o pai. Isso até montar seu primeiro festival
de música -- o Poprock --, em Vitória, com patrocínio de uma empresa concorrente
da família. Hoje, o Poprock acontece todo ano na capital capixaba e também
em Belo Horizonte
, Natal e Salvador. Marcus também
já assinou a produção de shows do grupo Rappa e de Ivete Sangalo, entre
outros artistas, e também tem negócios em outros setores.
"Já cheguei a ganhar 180 000 reais em uma única
noite. Mais ou menos seis meses de salário de um executivo
de 40 anos", afirma. Se ele está satisfeito? "Quero
montar uma empresa como a Disney", diz.
EU QUERO LIDERAR
Artur Grynbaun,
36 anos, executivo curitibano:
Transformar O Boticário em grife internacional
e virar presidente da empresa.
Quando criança, o executivo curitibano
Artur Grynbaun, hoje com 36
anos, queria ser médico. Quando um colega fraturou a
perna numa partida de futebol, descobriu que não tinha
estômago. Com apenas 12 anos, ele já trabalhava na loja
de departamentos do pai, mas ficou tão envolvido com
o negócio que pensou em não fazer faculdade quando chegou a hora. "Eu achava perda
de tempo", diz. Para provar que estava certo, mostrou
para os pais como poderia ampliar os negócios da família.
Se não tivesse de usar seu tempo estudando, conseguiria
abrir mais três lojas em cinco anos. A mãe disse "não"
e ele se formou em administração de empresas aos 22
anos. Três anos depois, pediu dinheiro emprestado ao
pai para virar sócio de Miguel Krigsner, o dono de O Boticário. Hoje, dá as cartas na empresa
em que começou como estagiário (entrou lá com 17 anos).
Como vice-presidente, toca a companhia no dia-a-dia
(atualmente, Miguel está mais envolvido com questões
estratégicas). Sob seu comando, o faturamento de 2005
chegou à casa dos 2 bilhões
de reais, 20% superior a 2004. Seu sonho? Fazer de O
Boticário uma grife internacional e, um dia, claro,
receber o bastão das mãos de Miguel.
EU QUERO QUALIDADE DE VIDA
Sérgio Domanico,
35 anos, executivo paulistano: aliar sucesso na carreira
à felicidade da família.
Parece um contra-senso trocar Curitiba
por São Paulo em busca de qualidade de vida. Não é.
Pelo menos no caso do executivo paulistano Sérgio Domanico,
de 35 anos. A mudança para a capital paranaense, há
dois anos, aconteceu porque ele sempre quis aliar uma
carreira de sucesso a uma vida pessoal equilibrada.
Curioso é que a volta para São Paulo aconteceu pelo
mesmo motivo. Em 2003, Sérgio recebeu um convite da
Kraft, multinacional americana de alimentos. O filho
Leonardo tinha acabado de nascer, e parecia perfeito
criá-lo na cidade que é o sinônimo brasileiro de qualidade
de vida. Com o tempo, as coisas se complicaram, principalmente
depois do nascimento de Pedro, o segundo filho. "Sentíamos-nos
ilhados porque nossos pais e amigos não estavam perto",
diz. A sensação de isolamento também começou a incomodar
o lado profissional. "Na minha área, tudo acontece
em São Paulo
e no Rio",
afirma. Por isso, não vacilou quando, no ano passado,
a Faber-Castell o convidou para ser gerente de marketing de
novos projetos. O pai o chamou de louco, mas Sérgio
está feliz da vida. A carreira vai bem e a família idem.
E olhe que ele trabalha tanto quanto antes -- cerca
de dez horas por dia.
EU QUERO DESAFIOS
Katia Ortiz, 34 anos, executiva carioca: encarar obstáculos para
chegar ao topo.
A executiva carioca Katia Ortiz, de 34 anos, adora sentir
um apertozinho no estômago por causa do trabalho. O
que para muita gente significa desconforto, para ela
é diversão. E descobriu isso desde cedo. Aos 14 anos,
começou a jogar handebol e colocou na cabeça que iria
fazer parte da seleção brasileira. Chegou lá, mas, como
já estava com 18 anos, percebeu que sua meta tinha mudado:
queria ser executiva. Para Katia,
ambição é sinônimo de encarar desafios. Como em 95,
quando mudou do Rio para São Paulo, para trabalhar na
área de outsourcing (terceirização)
da IBM, que ainda não estava estruturada. "Acho
que trabalhei praticamente todos os fins de semana",
diz. Ela sabe que tem de dar duro para colocar tudo
nos eixos. "Depois, é preciso esperar para ver
se nada vai desandar", diz ela, que atualmente
é gerente da unidade de vendas da plataforma ISeries,
na IBM. Mas não por muito tempo. Se
está desmotivada, porque não há problemas à vista,
conversa com o chefe para resolver a situação. Ou melhor,
complicar. Em tempo: Katia disse que sua próxima capa será a da
EXAME. Não duvide!
ELAS TAMBÉM TEM
As mulheres são ambiciosas sim, mas
têm desejos diferentes do que querem os colegas do sexo
masculino. É que, em geral, elas desejam ter sucesso
na carreira, mas ambicionam também sucesso no lado pessoal.
A psiquiatra americana Anna Fels,
autora de um estudo sobre a diferença entre a ambição
masculina e a feminina pela Universidade Harvard, assina
embaixo. Segundo ela:
*
Os homens dão mais valor ao emprego e ao dinheiro, enquanto
as mulheres são mais preocupadas com o casamento e os
filhos;
*
Para as mulheres, a idéia de sucesso geralmente está
associada ao sentido do trabalho. Para os homens, sucesso
tem a ver com conquistar mais poder;
*
Quando manifesta sua ambição, o homem é visto pelos
pares como um profissional determinado e focado. Já
a mulher é descrita pelos colegas como agressiva e pouco
feminina;
*
60% das profissionais americanas interrompem a carreira
para ter filhos ou cuidar dos pais. Quando voltam ao
mercado de trabalho, seu nível de ambição cai muito.
Isto porque o foco na carreira passa a ser dividido
com a vontade de ter mais tempo livre para cuidar da
família. |
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